Nem eu sou dono de toda a sapiência, nem tu desse latifúndio.
Guerras entre soberanos, ideologias incomportáveis, hiatos gigantescos entre irmãos colaços, inadimplências tornadas mais do que banais. Um retrato ignóbil da verdadeira constituição (não constituinte) da actualidade "actual".
Citando Maquiavel, "não podemos oferecer o pão e o queijo". Não devemos oferecer o peixe ao faminto,mas sim, devemos ensina-lo a pescar!
Perante tais conjecturas merecedoras de escárnio, que diferença faz tudo isto com mais dois ou três pontos no leite achocolatado?
Aqui onde estou, temos problemas, problemas estruturais, históricos que um dia os meus "avós" aqui deixaram. Não deixa de ser por isso que este país não é uma das vinte maiores potências a nível mundial. E posso perguntar, seria isto possível sem um ensino que o possa sustentar?
Não vou dar uma conclusão, pois não acredito que alguém esteja em posição de a dar.
A época de "provas" na UEFS, começou agora e este último sábado tive a minha primeira prova que foi a Economia Internacional.
Foi um experiência muito peculiar, visto que aqui o "professor" nutre um grande sentimento de confiança e afecto pelos alunos.
Aqui a imagem do professor não é conotada de forma pejorativa. Durante a prova o professor dá liberdade aos alunos para a realizarem sem pressão e ao contrário daquilo que inicialmente pensei, aqui não existe um cultura de "copianço", existe sim uma vontade de saber uma cultura de aprendizagem que é intrínseca à maioria dos alunos.
São formas de operar, perante situações idênticas na maioria dos países. Esta falta de rigidez (não de exigência), seria impossível num país como Portugal, em que a cultura presente é a de conseguir ser melhor que o vizinho, quer seja por ter mais condições para o ser, quer seja por arranjar formas mais ou menos ilícitas de o fazer.
Aí, se roubas, não te vou denunciar, vou tentar saber como fazes, para fazer também.
No final, em primeira análise, a prova correu bem e pode ser que consiga atingir os objectivos a que me propus a esta disciplina.
ORG
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